domingo, 26 de agosto de 2012

viver: tudo e/ou nada


Quantos versos não escrevi, por ficar pensando em ti, e semeando em cada pensamento uma esperança que nem sabia ter mais.

Porque esperanças envelhecem e morrem, ainda que sejam as últimas, assim como tu e eu envelheceremos e...

Até o Totó meu cãozinho de estimação, orgulhoso no latido e valente na mordida já viajou...antes do tempo.

Às vezes mudam os ventos de direção e meus cabelos mudam de posição.

Em cada agosto trazem outra cor, não ao meu gosto.

Às vezes a vida é um tudo que não é nada, nada...

E o que é nada, senão tudo que não sei definir. A começar pela vida.

E começo por ela chorando, se por razões fisiológicas para abrir os pulmões.

Por que vou vivendo por ela chorando de quando em vez por abrir meu coração?

É o som de carros, é a velocidade da informação, é a indústria e a poluição, o verde vão transformado em carvão.

E o verde transforma-se nesse papel, no qual escrevo este nada de incertezas pontuadas que é tudo neste momento.

Pássaros sempre continuaram voando, pessoas continuaram nascendo e morrendo, e vivendo tudo e nada.

(eliralesch)
flores cores 2

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